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Superávit da balança comercial despencou em agosto devido à desvalorização de commodities e aumento de importações, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento.

A economia brasileira enfrentou um revés em agosto, com a balança comercial registrando uma queda acentuada no superávit. A desvalorização de commodities e o aumento das importações em meio à recuperação econômica contribuíram para esse cenário desafiador.

No último mês, o Brasil exportou US$ 4,828 bilhões a mais do que importou, representando uma queda de quase 50% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse foi o pior resultado para agosto desde 2017. No acumulado dos oito primeiros meses de 2024, o superávit comercial atingiu US$ 54,079 bilhões, 13,4% abaixo do mesmo período de 2023.

As exportações brasileiras sofreram uma queda de 6,5% em agosto, enquanto as importações dispararam 13%. Diversos fatores contribuíram para esse desempenho, como a queda nos preços internacionais da soja, milho, ferro, aço e açúcar, além do aumento das compras de gás natural e bens de capital.

No setor agropecuário, a redução nas exportações foi influenciada principalmente pela queda na quantidade embarcada, enquanto na indústria de transformação, a crise econômica na Argentina teve impacto significativo. A indústria extrativa também enfrentou desafios, com uma queda na quantidade exportada.

Os analistas apontam que fatores como a desaceleração econômica global e a alta nas importações podem prejudicar as exportações brasileiras nos próximos meses. Apesar disso, o governo mantém sua projeção de superávit comercial para 2024, com as exportações estimadas em US$ 345,4 bilhões e as importações em US$ 266,2 bilhões.

No entanto, as previsões do governo estão mais conservadoras do que as do mercado financeiro, que projeta um superávit de US$ 83,5 bilhões para este ano. A próxima projeção do governo será divulgada em outubro, trazendo mais clareza sobre o cenário econômico e comercial do país.

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