
Nos últimos meses, uma polêmica envolvendo o influenciador digital Pablo Marçal tem chamado a atenção nas redes sociais. Uma seguidora do candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB afirma ter sido premiada em duas competições de cortes realizadas por ele no mês de maio, contradizendo a versão de que as premiações não teriam ocorrido durante a pré-campanha.
Os cortes são peças-chave no sucesso de Marçal no meio digital. São vídeos curtos que se destacam pela capacidade de atrair a atenção do público rapidamente e propagar-se nas redes sociais, geralmente com conteúdo polêmico ou inusitado.
Em decorrência do caso, a Justiça Eleitoral chegou a suspender os perfis do influenciador, alegando indícios de abuso de poder econômico ao remunerar os criadores dos cortes com maior engajamento.
Após a decisão, Marçal negou ter promovido as competições durante o período eleitoral, mesmo com relatos de seguidores que afirmam ter participado e sido premiados. Uma seguidora, Karen Talissa, compartilhou nas redes sociais detalhes sobre sua experiência, incluindo o aumento significativo de seguidores e ganhos financeiros a partir dos cortes produzidos.
Durante uma transmissão ao vivo, Karen revelou que conseguiu monetizar seus vídeos através de plataformas como TikTok e Instagram, e que as premiações oferecidas por Marçal serviam como incentivo para produzir mais conteúdo.
O influenciador, por sua vez, foi questionado sobre os pagamentos durante o programa Roda Viva e reiterou que não remunerou criadores de conteúdo durante a campanha eleitoral, apesar das evidências em contrário.
A polêmica levanta questões sobre a legislação eleitoral e a prática de oferecer benefícios econômicos em troca de publicações favoráveis a candidatos, além de investigar possíveis formas de abuso de poder econômico durante o período eleitoral.