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Ministra apresenta Plano de Inteligência Artificial com investimentos de R$ 23 bilhões para os próximos anos.

A ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, apresentou na quarta-feira (4) o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), do governo federal. Durante uma audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), Luciana Santos destacou os principais pontos do documento, que foi oficialmente lançado em 30 de julho. O PBIA prevê investimentos de R$ 23 bilhões no período de 2024 a 2028, sendo financiado principalmente por créditos (55%), contas públicas, investimentos privados e outros meios.

Um dos principais destaques da apresentação foi o investimento na chamada “nuvem soberana”, que visa proteger dados de brasileiros e entidades públicas estratégicas, além de facilitar a integração entre os órgãos estatais. Luciana Santos ressaltou a importância de unir informações do Bolsa Família com o Ministério do Trabalho para auxiliar os beneficiários na busca por novas oportunidades de emprego.

A ministra enfatizou a necessidade de soluções internas para desafios como o climático e a evasão escolar. Ela exemplificou como a integração de dados pode ajudar a identificar casos de evasão e promover ações para apoiar os jovens.

No que diz respeito à regulamentação da inteligência artificial, Luciana Santos expressou apoio ao projeto de lei do Senado (PL) 2.338/2023, que propõe classificar riscos e estabelecer sistemas de governança para evitar práticas ilegais. A ministra ressaltou a importância de proteger os direitos fundamentais e a democracia diante do uso indevido da tecnologia.

O PBIA contempla diversos eixos de atuação do governo federal, com investimentos direcionados para inovação empresarial, infraestrutura, serviços públicos, capacitação em IA, saúde e regulação. Além disso, o programa Conecta e Capacita pretende expandir a fibra ótica em estados de diferentes regiões do país, priorizando instituições de saúde e educação.

A ministra enfatizou o potencial do Brasil na produção de semicondutores e a importância de investir em tecnologias que favoreçam a transição energética e a inovação na indústria automotiva. O papel estratégico da tecnologia na economia e a necessidade de adaptação do país às novas demandas globais foram pontos recorrentes em sua apresentação.

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