
Despesa com saúde do governo federal atinge níveis recordes
A despesa do governo federal com saúde atingiu um patamar nunca antes visto, registrando seu maior valor na história. Com as mudanças no arcabouço fiscal e a vinculação do gasto com saúde à receita, era esperado que os valores aumentassem durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Nos últimos 12 meses, essa despesa representou 1,83% do Produto Interno Bruto (PIB), um aumento considerável em relação aos 1,37% do início de Lula 3 e à média de 1,47% do período de 2009 a 2019.
Em termos financeiros, o aumento foi de quase R$ 60 bilhões desde o início do atual governo, chegando a R$ 209 bilhões, desconsiderando gastos com salários e aposentadorias de servidores e considerando a correção pela inflação. Esse valor supera o montante destinado ao Bolsa Família, que recebeu R$ 171 bilhões nos últimos 12 meses. Apesar disso, o gasto com saúde ainda fica atrás de outras despesas federais, como a Previdência (INSS) e o pagamento de pessoal.
O déficit primário do governo gira em torno de 2% do PIB, sem considerar os gastos com juros, e mesmo com ajustes, o problema fiscal tende a persistir por anos. A crescente despesa com saúde demanda uma análise criteriosa de eficiência e a necessidade de fiscalizar a destinação desses recursos para garantir um atendimento de qualidade à população.
O cenário futuro aponta para um aumento ainda maior das despesas com saúde, desafiando o governo a buscar soluções para equilibrar as contas públicas. O debate sobre limitar o crescimento dos gastos com saúde, educação e Previdência gera polêmica, mas a alternativa de aumentar impostos ou contar com um “milagre do crescimento” não parece viável a longo prazo.
É fundamental acompanhar de perto a aplicação dos recursos em saúde, a fim de garantir que sejam direcionados para atendimento e prevenção de forma eficiente, alinhando as ações federais com as estaduais e municipais. O desafio do governo é grande, e a gestão dos gastos com saúde é uma questão central para o futuro do país.
Por fim, a discussão sobre o aumento das despesas federais com saúde, educação e Previdência precisa ser retomada, considerando os impactos futuros e a necessidade de encontrar soluções sustentáveis para o equilíbrio fiscal do país.