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Estudantes brasileiros representarão o país na 15ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica no Panamá.

Gustavo Mesquita França, um jovem de 17 anos, natural de Campinas (SP), mas atualmente residindo em Fortaleza, está prestes a embarcar para o Panamá juntamente com a equipe brasileira que participará da 15ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). Gustavo, que foi medalhista de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) do ano passado, está ansioso e ao mesmo tempo confiante com a oportunidade de representar o Brasil em uma competição internacional.

Além de Gustavo, outros quatro estudantes também irão representar o Brasil na OLAA. Davi de Lima Coutinho dos Santos, Hugo Fares Menhem, Larissa Midori Miamura e Mychel Lopes Segrini completam a equipe brasileira que viajará para o Panamá. Todos eles foram selecionados entre os melhores estudantes da OBA, através de um processo rigoroso de seleção.

O coordenador nacional da OBA, o astrônomo João Batista Garcia Canalle, ressaltou que o Brasil tem um histórico de sucesso na OLAA, acumulando 70 medalhas desde 2009. Nas últimas edições da competição, realizadas em 2021 e 2022, os estudantes brasileiros receberam medalhas de ouro, demonstrando a excelência do time brasileiro.

A seleção e preparo dos estudantes que representarão o Brasil são realizados ao longo de um processo longo e criterioso. Após uma seleção inicial dos melhores estudantes da OBA, eles passam por diversas provas e treinamentos presenciais, tendo a oportunidade de visitar o Laboratório Nacional de Astrofísica e participar de atividades práticas relacionadas à astronomia e astronáutica. O treinamento é intenso e conta com a participação dos veteranos, que auxiliam na preparação das novas equipes.

João Batista Garcia Canalle expressou otimismo em relação ao desempenho da equipe brasileira na OLAA, projetando um retorno com cinco medalhas de ouro. Ele ressaltou que os estudantes brasileiros estão bem preparados e têm o privilégio de contar com um treinamento antecipado, diferentemente de outros países participantes da competição, que possuem pouco tempo para preparar seus estudantes adequadamente.

Canalle destacou ainda a importância da OBA, afirmando que ela é a maior olimpíada de astronomia do mundo, superando até mesmo a China, que possui uma população estudantil de aproximadamente 200 milhões de pessoas. A OBA é realizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Fundada em 2008 em Montevidéu, Uruguai, com a participação do Brasil, a OLAA tem como objetivo incentivar a popularização da astronomia e valorizar os talentos escolares mais destacados da América Latina. Com a participação de estudantes de diversos países da região, a competição contribui para o desenvolvimento e difusão do conhecimento científico na área de astronomia e astronáutica.

A expectativa é de que a equipe brasileira tenha um desempenho brilhante na OLAA, trazendo mais uma vez medalhas de destaque para o país e reforçando a qualidade do ensino e da preparação dos estudantes brasileiros nessa área do conhecimento.

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