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O lado lixo que Pablo Marçal despertou em mim: reflexões sobre voyeurismo, grotesco e degradação na sociedade brasileira







Artigo sobre o Debate dos Candidatos à Prefeitura de São Paulo

Debate dos Candidatos à Prefeitura de São Paulo: Reflexões sobre o Lado Lixo da Sociedade

Ao cruzar com Pablo Marçal no debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, fui confrontado com um lado obscuro em mim que desconhecia. Os sons dos apelidos pejorativos e o espetáculo de degradação proporcionado pelo candidato despertaram em mim um voyeurismo vil e atávico, que agora parecia impossível de conter. Marçal se tornou o catalisador desse impulso sombrio, transformando o debate público em um show de humilhação e escândalo.

Antes, minha preocupação recaía sobre as questões relevantes da sociedade, como educação, saúde e justiça social. Eu buscava propostas concretas que pudessem melhorar a vida de milhões. No entanto, após o impacto de Marçal, meu interesse por debates sérios foi substituído pelo prazer mórbido do insulto e da degradação. O grotesco passou a me fascinar, enquanto as discussões profundas perderam o brilho.

A figura de Pablo Marçal fez com que eu desvalorizasse políticas públicas e soluções para questões urgentes, como a desigualdade e a crise climática. O espetáculo da degradação tornou-se meu entretenimento predileto, revelando um lado vil e mesquinho que estava adormecido em mim. Esse desejo pelo ultraje e pelo escândalo permeia todas as esferas da sociedade, refletindo uma obsessão pelo que é pequeno e degradante.

A existência desse lado lixo em mim levanta questionamentos incômodos sobre a influência de Marçal e a natureza da sociedade em que vivemos. Seria ele o criador desse aspecto sombrio ou apenas o catalisador? O que isso revela sobre nossas prioridades coletivas e individuais? Talvez seja hora de repensar o que consumimos e o que permitimos que nos transforme, confrontando a presença desse lado vil em todos nós.


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