
O Exército selecionou obuseiros para complementar outros blindados de seu arsenal, como Guarani, Centauro e Guaicuru. Equipados com metralhadoras de grosso calibre, mísseis e canhões, o trio agora conta com a nova adição israelense. Em entrevista ao UOL, um oficial do Exército explicou os motivos dessa escolha.
A principal vantagem destacada é a velocidade dos obuseiros. Podendo atingir até 120km/h em estradas e 80km/h em terrenos acidentados, essas viaturas conseguem acompanhar de perto os demais blindados durante as operações.
A distância entre o obuseiro e as tropas aliadas pode ser crucial em um campo de batalha. Ficar para trás significa correr o risco de se tornar inoperante e até mesmo causar danos com fogo amigo.
A presença de rodas é outro diferencial positivo desses obuseiros. Ao contrário dos veículos com lagartas, que têm menor mobilidade e causam mais danos ao asfalto, as rodas permitem uma locomoção mais eficiente e menos agressiva ao ambiente.
A agilidade na preparação para o disparo é um destaque do obuseiro israelense. Com sistemas computadorizados que realizam ajustes automáticos, o equipamento fica pronto para atirar rapidamente, sem a necessidade de estabilização prévia.
Em comparação com obuseiros puxados por caminhões, a diferença no tempo de preparação é significativa. Enquanto os obuseiros tradicionais precisam ser desacoplados, fixados e alinhados manualmente, o obuseiro montado sobre veículo se destaca pela rapidez e eficiência no processo de disparo.