
Crise Hídrica no Brasil
No cenário atual, com o crescimento de fontes de energia alternativas como eólica e solar nos últimos anos, a fonte hidrelétrica ainda se destaca como a principal matriz de eletricidade no Brasil, respondendo por mais da metade da produção. No entanto, a escassez de chuvas e as altas temperaturas em diversas regiões do país têm impactado diretamente na geração de energia.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) explicou que, devido à falta de chuvas e ao aumento da demanda, as termelétricas, que são fontes mais caras que as hidrelétricas, têm sido mais acionadas ultimamente. Esse cenário levou à determinação da bandeira vermelha patamar 2, indicando um custo maior para os consumidores.
De acordo com a Aneel, a bandeira vermelha patamar 2 não era acionada desde agosto de 2021. Após um período de bandeiras verdes, em julho de 2024 houve o acionamento da bandeira amarela e, em seguida, a volta para a bandeira verde em agosto, sem custos adicionais para os consumidores.
O sistema de bandeiras tarifárias, implementado pela Aneel em 2015, reflete o custo variável da produção de energia, levando em consideração o uso de fontes renováveis e o acionamento de termelétricas mais caras. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estima que os reservatórios das usinas hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste devem atingir o menor nível dos últimos três anos, com apenas 48% da capacidade ao final de setembro.
Essa situação é resultado de um período seco e com chuvas abaixo da média, o que tem impactado diretamente na geração de energia e na preocupação com a segurança do sistema elétrico nacional.