
Pré-campanha de Ricardo Nunes recebe endosso de partidos para vice coronel da reserva Ricardo de Mello Araújo
Nesta quarta-feira, 19, a pré-campanha do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, teve um importante avanço ao contar com o endosso dos principais partidos que fazem parte da coligação. A escolha do vice, o coronel da reserva da Polícia Militar Ricardo de Mello Araújo, foi firmada em um jantar organizado pelo governador Tarcísio de Freitas.
Segundo apurações do Estadão, a sugestão do nome do militar pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para compor a chapa de Nunes foi bem recebida pelo PSD, Republicanos, PP, Podemos, PRD e Avante, assim como pelo círculo íntimo do prefeito, que busca a reeleição em outubro.
O coronel, ex-comandante da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e ex-diretor da Ceagesp, é conhecido por adotar posições alinhadas ao bolsonarismo, frequentemente replicando o discurso do ex-presidente nas redes sociais. A indicação do ex-chefe da Rota inicialmente enfrentou resistência de caciques partidários mais moderados, porém ganhou força com a recente parceria entre Bolsonaro e Tarcísio, principais aliados de Nunes na corrida eleitoral.
A necessidade de “amarrar” Bolsonaro na campanha, juntamente com o tempo de propaganda gratuita em rádio e TV oferecido pelo PL, foram apontados como motivos para a preferência pelo coronel. Além disso, os bastidores mencionam a importância de evitar a dispersão de votos no campo da direita.
Por outro lado, o PP, que inicialmente criticou a escolha de Mello Araújo, acabou se mostrando receptivo após um encontro entre o presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira, e o próprio Nunes. O senador afirmou que, se a indicação se concretizasse, o partido apoiaria o prefeito em qualquer cenário.
O União Brasil mantém a pré-candidatura de Kim Kataguiri, mas pode revê-la em julho. O presidente da Câmara Municipal, Milton Leite, defendeu o acordo com Nunes, mas ressaltou a necessidade de um candidato evangélico como vice. Para ele, Mello Araújo não preenche esse requisito e “não tem voto”.
Em relação às críticas de Lula sobre sua relação com o presidente do Banco Central, Tarcísio minimizou os comentários, afirmando que o petista está “viajando” ao imaginar que será seu adversário na eleição presidencial de 2026.
Estas informações são do jornal O Estado de S. Paulo.