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Dólar abre em queda nesta sexta-feira com investidores aguardando leilão do Banco Central no mercado à vista.




Notícia sobre o Dólar e o Mercado Financeiro

Leilão do Banco Central pode influenciar o mercado de câmbio

No início desta sexta-feira (30), o dólar apresentou queda, com os investidores aguardando um leilão do Banco Central no mercado à vista no valor de até US$ 1,5 bilhão, que está programado para ocorrer pela manhã.

Por volta das 9h02, o dólar registrava uma desvalorização de 0,81%, cotado a R$ 5,5774. O leilão está agendado para entre 9h30 e 9h35. Essa será a segunda intervenção no câmbio desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na quinta-feira, o dólar fechou com alta de 1,18%, atingindo R$ 5,621, e a Bolsa de Valores recuou 0,95%, alcançando os 136.041 pontos. Esse movimento ocorreu após a realização de lucros e de um recorde histórico do Ibovespa na sessão anterior.

Economia dos EUA e impactos no mercado global

O cenário internacional também teve influência no mercado financeiro. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 3% no segundo trimestre, superando a estimativa inicial de 2,8%. Esses números apontam para uma economia norte-americana mais forte do que o esperado, o que impacta diretamente nas decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.

O presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizou a possibilidade de cortes na taxa de juros para impulsionar a economia americana. Essas decisões afetam não somente os EUA, mas também outros mercados globais, como o Brasil, que têm seu cenário econômico influenciado por essas movimentações.

Por aqui, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) desacelerou mais do que o esperado em agosto, o que aumenta as expectativas de manutenção da taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Esse cenário tem reflexos no mercado cambial, com o real sendo impactado pela desvalorização frente ao dólar.

Os próximos passos do Banco Central brasileiro estão sendo atentamente observados pelo mercado, principalmente com a indicação de Gabriel Galípolo para a presidência da instituição. Há a expectativa de um possível aumento na taxa Selic para conter a inflação e garantir a estabilidade econômica.

Apesar das incertezas nos cenários nacional e internacional, os investidores continuam atentos às movimentações do mercado e às decisões dos órgãos reguladores para se adaptarem às possíveis mudanças que poderão impactar os investimentos.

Fonte: Reuters


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