
Por Timothy Gardner
WASHINGTON (Reuters) – O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações bombásticas durante a campanha presidencial, prometendo revogar diversas normas de energia limpa implementadas pelo presidente atual, Joe Biden, caso seja reeleito. De acordo com a equipe de campanha do republicano, a intenção é acelerar a autorização de novas usinas elétricas para atender à crescente demanda por energia no país.
Caso vença as eleições em 5 de novembro, Trump planeja revogar regulamentos relacionados às usinas elétricas e à emissão de gases pelos automóveis, estabelecidos por Biden e sua vice Kamala Harris. Essas medidas têm o objetivo de reduzir a emissão de carbono na indústria de geração de energia e incentivar a transição para veículos elétricos.
O ex-secretário de Trump no Departamento do Interior, David Bernhardt, afirmou que o ex-presidente pretende interromper imediatamente as políticas de Biden-Harris que, segundo ele, distorcem os mercados de energia e aumentam custos para os consumidores. Além disso, Trump planeja acelerar a aprovação de projetos de energia e autorizar a construção de centenas de novas usinas elétricas, sem entrar em detalhes sobre as fontes de abastecimento dessas instalações.
Outra promessa de Trump é retirar os Estados Unidos do acordo de Paris, como fez durante seu mandato anterior. Por outro lado, representantes da campanha de Biden e Harris rebateram as declarações, afirmando que as propostas de Trump seriam prejudiciais para o futuro energético do país e resultariam em aumento de preços para os consumidores, além de poluição do ar e da água.
Durante o governo Biden, a produção de petróleo e gás nos EUA bateu recordes mundiais, mesmo com os esforços da administração em promover a transição para fontes de energia limpa. Em 2022, o Congresso aprovou uma lei que destinou bilhões de dólares em subsídios para projetos de energia renovável, como eólica, solar, hidrogênio e geotérmica.
Apesar das promessas de Trump em impulsionar a indústria do carvão, durante seu mandato houve uma redução no emprego nas empresas do setor, que têm migrado para o gás natural e energias renováveis. Resta ver como será a resposta dos eleitores a essas propostas divergentes em relação à política energética do país. (Reportagem de Timothy Gardner)