
Parlamentares impunes: Quebra de decoro e corrupção protegidas pela direita e pela esquerda
As infrações como quebra de decoro parlamentar e crimes graves como corrupção e ataques à democracia estão sendo protegidos e sequer avaliados pelo órgão competente. Um dos casos mais recentes que chama a atenção é o do deputado André Janones (Avante), flagrado acertando uma “rachadinha” da verba parlamentar. No entanto, ele conseguiu se safar graças a um malabarismo do relator, o deputado Guilherme Boulos, que é candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo.
É preocupante observar que esse não é um caso isolado. Outros parlamentares como Abilio Brunini (PL), André Fernandes (PL), Silvia Waiãpi (PL) e Clarissa Tércio (PP) também apareceram incentivando ataques e não sofreram as consequências esperadas. O presidente da Câmara, Arthur Lira, não tomou as medidas necessárias em relação a esses episódios.
Um exemplo gritante é o caso de Waiãpi, que recentemente foi cassada pela Justiça Eleitoral do Acre, por utilizar dinheiro público do fundo partidário para realizar uma harmonização facial. Apesar disso, o caso ainda não foi encaminhado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ela permanece na Câmara.
Outro caso emblemático foi o de Deltan Dallagnol, que perdeu seu mandato após uma decisão do TSE, que apontou que ele havia cometido fraude contra a Lei da Ficha Limpa. A Câmara apenas referendou o que o tribunal já havia decidido.
É triste lembrar que, em tempos passados, como no caso do mensalão nos anos 2000, a Câmara cassou figuras importantes como Roberto Jefferson, Pedro Correa e José Dirceu. Já na Operação Lava Jato, o mandato de Eduardo Cunha foi custado. Por que a impunidade parece prevalecer agora?