DestaqueUOL

Departamento de Educação de Hong Kong sugere “jogar badminton” como alternativa ao sexo para adolescentes, gerando críticas e muitas piadas





Escândalo envolvendo o badminton em Hong Kong

Recentemente, um escândalo envolvendo o badminton surgiu em Hong Kong e está dando o que falar. Tudo começou com a divulgação de materiais didáticos pelo Departamento de Educação local, que inadvertidamente deu ao esporte de raquete um novo significado.

No módulo intitulado “Adolescentes e relacionamentos íntimos”, destinado aos alunos do 3º ano do ensino médio, foi sugerido que os jovens que quisessem se envolver em atividades sexuais poderiam optar por “sair para jogar badminton”. Essa sugestão inusitada gerou críticas e suspeitas de que os materiais estavam fora da realidade.

O escândalo não parou por aí. Outro documento chamado “Meu Compromisso” foi apresentado, incentivando os “jovens apaixonados” a praticar “autodisciplina, autocontrole e resistência à pornografia”. As redes sociais foram inundadas com piadas relacionadas ao “jogar badminton”, tornando o assunto ainda mais controverso.

‘Muitas piadas’ e críticas

A jogadora olímpica de badminton Tse Ying Suet também entrou na brincadeira e questionou se realmente todos estavam marcando hora para jogar badminton. Para alguns, o episódio evidencia a falta de entendimento do Departamento de Educação em relação aos jovens.

A legisladora Doreen Kong criticou a sugestão do badminton como alternativa ao sexo, afirmando que os documentos revelam a desconexão das autoridades com a realidade dos adolescentes. Já para o jogador amador de badminton, Thomas Tang, as piadas e o aumento repentino do interesse pelo esporte têm complicado as coisas para aqueles que realmente o praticam.

Os materiais educativos também abordam questões sobre fantasias e impulsos sexuais, com recomendações para os alunos se vestirem adequadamente e recusarem o sexo antes do casamento. A secretária de Educação, Christine Choi, defendeu os documentos como uma forma de proteger os adolescentes, enquanto o chefe do Executivo, John Lee, ressaltou a importância do governo na construção da sociedade.

Por outro lado, pais como Henry Chan acreditam que os esforços do governo são ridículos e preferem lidar com a educação sexual de seus filhos de forma independente. O caso continua provocando debate e críticas em Hong Kong, mostrando a sensibilidade do tema e a diversidade de opiniões em relação à educação sexual.


Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo