
Anulação de julgamento de Anaflávia movimenta o Tribunal de Justiça de São Paulo
A acusada tinha acesso à residência dos ofendidos, seus genitores, inclusive por meio de dispositivo para ingressar no condomínio em que residiam.
Trecho da decisão do juiz Lucas Tambor Bueno
Cinco pessoas já haviam sido condenadas pelo Tribunal do Júri da comarca. Contudo, em um desdobramento inesperado, apenas o julgamento de Anaflávia teve sua sentença anulada pela 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. Anteriormente, a ré havia sido condenada a cumprir a pena de 61 anos, 5 meses e 23 dias de reclusão.
Outros dois envolvidos no crime já tiveram suas penas estabelecidas. Carina Ramos de Abreu, então namorada de Anaflávia, recebeu a pena de 74 anos, sete meses e 10 dias em regime fechado, enquanto Guilherme Ramos da Silva, amigo do casal, deverá cumprir a pena de 56 anos, dois meses e 20 dias, também em regime fechado.
Relembre o caso

A avó materna de Anaflávia revelou que a neta tinha um “péssimo relacionamento” com a família desde o início do namoro com Carina. De acordo com a denúncia do Ministério Público, as duas planejavam ficar com a casa e os carros da família, assim como o seguro de vida em nome de Romoyuki — Carina até pesquisou, dias antes do crime, sobre como resgatar o prêmio da apólice.
Neste contexto, a anulação do julgamento de Anaflávia trouxe novos questionamentos e reflexões sobre o desenrolar deste caso que chocou a população local. A decisão da 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo despertou debates sobre a justiça e a aplicação das leis em casos tão delicados como este. Acompanharemos de perto os desdobramentos desse processo para manter nossos leitores informados sobre as últimas atualizações. Aguarde mais informações em nossas próximas edições.