Oposição venezuelana é notificada pelo Ministério Público por supostas atas eleitorais falsas em página na internet, gerando polêmica.

A manutenção da página na internet onde as atas foram divulgadas tem sido alvo de críticas por parte do MP, que alega a possibilidade de crimes como usurpação de funções, forjamento de documento público, instigação à desobediência das leis, delitos informáticos, associação para delinquir e conspiração. Saab ressalta que a página busca usurpar as competências do Conselho Nacional Eleitoral, órgão responsável pela divulgação oficial dos resultados eleitorais na Venezuela.
Por sua vez, González questiona a imparcialidade do fiscal-geral e alega que o Ministério Público pretende submetê-lo a uma entrevista sem especificar as condições, além de pré-qualificar crimes não cometidos. O candidato acusa Saab de comportamento partidário e de promover uma intimação sem garantias de independência e do devido processo.
O governo de Nicolás Maduro também está envolvido na controvérsia, acusando González e María Corina Machado de serem os responsáveis intelectuais pelos protestos e atos de violência pós-eleitorais, com supostas intenções de promover um golpe de Estado. Esses protestos teriam resultado em mortes, prisões e feridos, de acordo com dados divulgados pelo governo.
Enquanto isso, a oposição acusa o governo de fraude eleitoral e de reprimir violentamente aqueles que se manifestam contra a reeleição de Maduro. Organizações de direitos humanos denunciam prisões arbitrárias e estimam um total de 1,3 mil detenções pós-eleição.
A situação política na Venezuela permanece tensa e polarizada, com acusações de ambos os lados e um cenário de conflito que parece longe de encontrar uma solução pacífica.