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Ministério da Justiça lança programa de coleta de DNA para encontrar pessoas desaparecidas e espera solucionar 90% dos casos






Programa de coleta de DNA para encontrar pessoas desaparecidas

O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou nesta segunda-feira (26) o lançamento de um programa inovador de coleta de amostras de DNA com o objetivo de encontrar pessoas desaparecidas. A pasta tem como meta alcançar uma taxa de resolução de até 90% dos casos com a utilização dessa nova ferramenta, superando os 64% registrados no último ano.

O projeto, denominado Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas, não se limita apenas à coleta de amostras de DNA, mas também inclui a coleta de impressões digitais de pessoas vivas com identidade desconhecida e de cadáveres não identificados.

Dados do ministério indicam que somente no ano passado, o Brasil teve 78.703 registros de desaparecimento, dos quais 50.514 foram localizados. Em 2024, até o mês de julho, já foram contabilizados 45.670 casos de desaparecimento, com 30 mil pessoas encontradas.

Os números revelam que, dos desaparecidos em 2024, 29.498 são homens e 15.833 são mulheres, sendo 12.148 menores de 17 anos e 32.415 com mais de 18 anos.

A ação é coordenada pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e estabelece que as amostras genéticas coletadas farão parte da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos.

O secretário Mario Sarrubbo assegurou que os dados coletados serão utilizados exclusivamente para identificar pessoas desaparecidas, sem qualquer finalidade criminal. Já o ministro Ricardo Lewandowski ressaltou que a solução desses casos é uma questão humanitária e de direitos fundamentais.

O processo de coleta de DNA de familiares é a primeira fase da ação, que terá início nesta segunda-feira e se estenderá até a próxima sexta-feira (30), com uma força-tarefa nacional.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou que mais de 270 pontos de coleta estão preparados para receber familiares que ainda não contribuíram com material genético para a identificação de pessoas desaparecidas, podendo ser feita através de saliva ou sangue.

Os familiares devem apresentar um documento de identificação e informações do boletim de ocorrência do desaparecimento na hora da coleta, que pode ser realizada em locais listados no site oficial do ministério.


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