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Depressão pós-parto: risco de suicídio pode aumentar em 300 vezes, alerta Comissão de Assuntos Sociais.


A depressão pós-parto é um problema que afeta uma em cada quatro mães brasileiras, e a sua gravidade é tão preocupante que aumenta em até 300 vezes o risco de suicídio dessas mulheres. Esse tema foi amplamente debatido na Comissão de Assuntos Sociais, em uma audiência que ocorreu na última terça-feira (17). Além disso, durante a discussão, também foi abordada a importância de se criar uma data específica para conscientização sobre a depressão pós-parto.


A depressão pós-parto é um distúrbio mental que ocorre após o nascimento do bebê e pode se manifestar de diferentes formas, como tristeza profunda, ansiedade constante, perda de interesse nas atividades diárias e alterações no apetite e no sono. É uma condição que afeta não apenas a mãe, mas também o bem-estar do bebê e da família como um todo.


Segundo dados apresentados durante a audiência, estima-se que 25% das mães brasileiras sofrem com depressão pós-parto. Esses números alarmantes revelam a necessidade urgente de se discutir e buscar soluções para esse problema. Além disso, estudos apontam que a depressão pós-parto é um importante fator de risco para o suicídio feminino, aumentando em até 300 vezes a chance de ocorrência desse trágico desfecho.


Durante a audiência, diversos especialistas e profissionais da saúde ressaltaram a importância de se criar uma data específica para conscientização sobre a depressão pós-parto. Essa iniciativa poderia contribuir para ampliar o conhecimento e a compreensão sobre o assunto, além de incentivar o suporte e a assistência adequada às mães que enfrentam essa condição.


A depressão pós-parto é uma questão de saúde pública que não pode ser negligenciada. É fundamental que sejam promovidas ações de conscientização, assim como a implementação de políticas públicas e investimentos na área da saúde mental, visando a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado desse transtorno. Somente assim será possível mitigar os impactos negativos dessa condição na vida das mulheres e de suas famílias.

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