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Relatório do PNUMA destaca urgência em abordar a tripla crise planetária: mudança climática, perda da biodiversidade e poluição. Como agir?




Artigo: Tripla crise planetária demanda ações integradas para desenvolvimento sustentável na Amazônia

Tripla crise planetária demanda ações integradas para desenvolvimento sustentável na Amazônia

No mês passado, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) divulgou um relatório alarmante sobre a tripla crise que o planeta enfrenta: mudança climática, perda da biodiversidade e poluição/resíduos. Essas crises não atuam de forma isolada, interagindo com outros problemas humanitários, como conflitos e migrações forçadas, resultando em um estado de policrise.

A transição para um estado de equilíbrio múltiplo requer uma compreensão profunda das interações entre essas crises e a promoção de ações que busquem minimizá-las. É essencial que os governos ajam de forma interseccional, cooperativa e inclusiva, dando voz às comunidades marginalizadas, como mulheres, jovens, comunidades locais e povos indígenas. O relatório do PNUMA destaca que essas ações são fundamentais para o desenvolvimento sustentável.

A análise da situação na Amazônia revela a urgência de repensar o modelo de desenvolvimento vigente na região. Por séculos, a exploração desenfreada dos recursos naturais tem ignorado o bem-estar das populações locais, gerando desigualdades e injustiças. Dados recentes do Mapbiomas apontam que 33% das áreas impactadas pelas atividades humanas na região surgiram apenas nos últimos 39 anos, desde a chegada dos colonizadores europeus.

É importante ressaltar que o crescimento populacional por si só não justifica as mudanças no meio ambiente. O Brasil vem passando por uma transição demográfica, com uma taxa de crescimento populacional menor após os anos 80. O envelhecimento da população, conforme indicado pelo IBGE, é um reflexo desse processo.

As mudanças antrópicas na Amazônia têm impactos diretos no clima, como a prolongação da estação seca e a redução da superfície de água na região. Recentemente, durante uma expedição pelos rios Negro, Solimões e Amazonas, foi observada uma queda significativa no nível da água, evidenciando a gravidade da situação.

O monitoramento do rio Negro em Manaus revelou uma redução alarmante em seu volume, o que evidencia a magnitude da crise hídrica na região. Medidas urgentes precisam ser tomadas para mitigar os impactos das secas recorrentes na Amazônia, como a adaptação de projetos como o das Cisternas para atender às comunidades ribeirinhas.

A assinatura do Pacto pela Transformação Ecológica é um passo na direção certa, mas é fundamental que as ações propostas pelo PNUMA sejam implementadas com seriedade. O desafio reside no alinhamento entre as propostas de sustentabilidade e as políticas em vigor, considerando a resistência do Congresso e as discussões em andamento sobre o marco temporal.

A preservação da Amazônia é crucial para a estabilidade climática global, a manutenção da biodiversidade e a sobrevivência de milhões de pessoas. A ação conjunta e coordenada é essencial para enfrentar a tripla crise planetária e garantir um futuro sustentável para as gerações presentes e futuras.


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