
O empresário viveu em diversos locais. Durov contou que tentou se estabelecer em Berlim, Londres, Cingapura e São Francisco antes de optar por Dubai, cujo ambiente de negócios e “neutralidade” elogiou. “Acho que estamos fazendo um bom trabalho com o Telegram, com 900 milhões de usuários mensais que provavelmente ultrapassarão 1 bilhão de usuários ativos dentro de um ano”, afirmou o empresário.
No emirado do Golfo, o Telegram protegeu-se das regras de moderação do Estado. Na época, a União Europeia e os Estados Unidos pressionavam as grandes plataformas a eliminarem conteúdos ilegais. Com grupos de discussão que podem acomodar até 200 mil pessoas, as mensagens são por vezes acusadas de aumentar o potencial viral de informações falsas e de proliferação de conteúdos de ódio, neonazistas, pedófilos, conspiratórios ou terroristas.
Prisão de Durov
Durov estava voltando do em seu jato particular, disse a TF1, e foi preso por volta das 20h (15h, no horário de Brasília). A emissora cita que ele é alvo de um mandado de prisão na França como parte de uma investigação policial preliminar.
A investigação se concentra, segundo as emissoras, na falta de moderação de conteúdo no Telegram. A Justiça considera que a ausência de cooperação com as autoridades torna Durov cúmplice de tráfico de drogas, crimes contra crianças e fraudes, dizem as notícias.
O Telegram, com sede em Dubai, foi fundado por Durov, que nasceu na Rússia. Ele deixou o país em 2014 após se recusar a cumprir exigências para fechar comunidades de oposição na sua plataforma de mídia social VK, que ele vendeu.