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Senado lança Guia Eleitoral para Candidaturas Femininas e Negras em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra






Cobertura Jornalística

Em recente estudo divulgado, o Mapa da Violência revelou que a população negra, especialmente as mulheres negras, é a principal vítima de agressões e violências no Brasil. Para homenagear o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, o Senado lançou nesta quinta-feira (8) o Guia Eleitoral para Candidaturas Femininas e Negras.

Presidida pela senadora Zenaide Maia (PSD-RN), a sessão de lançamento destacou os graves problemas de discriminação e racismo enfrentados pelas mulheres negras no país. A senadora relembrou o Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas realizado em 1992, que resultou na criação da Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-Caribenhas junto à Organização das Nações Unidas (ONU).

Durante a sessão, também foi celebrado o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela Lei 12.987/2014, a ser comemorado também em 25 de julho. Tereza de Benguela, líder do Quilombo Quariterê, foi enaltecida por sua resistência contra o governo escravista e sua atuação nas esferas econômicas e políticas da comunidade.

Acordo de cooperação

Durante a sessão, o Senado e o Ministério da Igualdade Racial firmaram um acordo visando facilitar o acesso à informação e fortalecer práticas antirracistas. O resultado imediato desse acordo foi o lançamento do Guia Eleitoral para Candidaturas Femininas e Negras, anunciado por Zenaide Maia.

Apesar dos avanços, a representação política feminina negra no Brasil é ainda consideravelmente baixa, o que dificulta a defesa de seus interesses e a superação das desigualdades existentes. Dados recentes apontam uma diferença salarial superior a 100% entre homens brancos e mulheres negras com a mesma formação, além de índices alarmantes de violência, como os 66% de homicídios femininos em 2017 que vitimaram mulheres negras.

Cotas na diplomacia

Claudia de Angelo Barbosa, do Ministério das Relações Exteriores, informou que uma relatora especial da ONU para racismo está no Brasil e que, em breve, Salvador sediará uma conferência sobre a diáspora africana. O Brasil reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos afrodescendentes, com a inclusão da agenda de gênero no G20, e com a concessão de bolsas para candidatos negros para formação diplomática.

Diversos representantes e autoridades presentes na sessão ressaltaram a importância da presença e participação ativa das mulheres negras na política brasileira como um elemento crucial para a construção de uma sociedade mais democrática e inclusiva.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


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