
Incêndios no interior paulista causam problemas respiratórios e sobrecarga nas unidades de saúde
A fuligem e a fumaça dos incêndios que atingem o interior paulista, agravados pela baixa umidade do ar, já estão causando alta de problemas respiratórios e de atendimentos nas unidades de saúde. Neste sábado (24), as quatro UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) de Ribeirão Preto registraram um aumento de cerca de 60% na procura, chegando a cerca de 3.200 atendimentos, em comparação com a média de 2.000 atendimentos em um sábado normal.
O índice de qualidade do ar (IQA) e de poluição do ar (PM2,5) em Ribeirão chegou a estar 14 vezes acima do recomendável pela OMS, segundo o IQAir. A secretaria municipal de Saúde alerta para liderança de infecções respiratórias nos atendimentos, com sintomas como tosse seca, dor de garganta e dificuldade para respirar, além de dermatites causadas pela irritação na pele devido à fuligem.
O pneumologista Luiz Renato Alves destaca a gravidade da situação, com a combinação de estiagem e poluição ambiental decorrente das queimadas, levando a problemas como irritabilidade na garganta e sangramento nasal. Ele ressalta a importância de evitar a exposição ao ar poluído e recomenda o uso de máscaras em ambientes externos ou aglomerados.
Medidas para minimizar a situação
Para minimizar a situação, é recomendado evitar a exposição ao ar externo poluído, aumentar a hidratação, realizar lavagem nasal com soro fisiológico e manter as portas e janelas fechadas. A prefeitura de Ribeirão Preto reforçou as equipes nas UPAs e os estoques de medicamentos e insumos necessários. O secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, está avaliando a situação e organizando uma logística para ajudar os municípios afetados.