Pressão internacional: 11 países latino-americanos e EUA rejeitam ratificação de Maduro na Venezuela pelo Supremo Tribunal de Justiça

Os signatários da carta afirmaram que a falta de acesso da oposição à contagem oficial dos votos, a ausência de publicação das atas e a recusa em realizar uma auditoria imparcial e independente comprometem a legitimidade do resultado das eleições. A líder oposicionista Maria Corina Machado destacou o apoio do mundo democrático ao povo da Venezuela e ressaltou a importância da transparência na democracia do país.
Enquanto isso, o presidente do México, Andrés Manuel Lopez Obrador, manifestou a necessidade de aguardar a publicação das atas eleitorais para uma avaliação mais precisa. A crítica da Secretaria Geral da OEA e do alto representante da União Europeia para Assuntos Exteriores, Josep Borrell, em relação à falta de provas e transparência no processo eleitoral venezuelano reforça a pressão internacional sobre o governo de Maduro.
Por outro lado, o chanceler da Venezuela, Yván Gil, rejeitou veementemente a carta conjunta dos 11 países, afirmando que a soberania e independência do país devem ser respeitadas. Gil alegou que as contestações ao resultado eleitoral são parte de uma tentativa de golpe de Estado promovida pelos Estados Unidos e seus aliados na região.
Diante desse cenário de tensões e questionamentos, o Brasil e a Colômbia devem se posicionar em breve e mediar uma solução para a crise política na Venezuela. Enquanto isso, a pressão internacional sobre o governo de Maduro continua a crescer, com chamados por transparência e respeito à vontade popular soberana do povo venezuelano.