
O Consórcio Nordeste, em parceria com o governo do Rio Grande do Norte, realizou a assinatura do primeiro contrato de comercialização de hidrogênio verde do Brasil, em cerimônia realizada nesta quinta-feira (22).
De acordo com informações do governo potiguar, esta será a primeira emissão de nota fiscal para a venda deste insumo no país.
O contrato foi firmado com a CPFL Energia e a Mizu Cimentos, e prevê investimentos que totalizam R$ 40 milhões até o ano de 2030.
O Nordeste, conhecido como reduto das energias renováveis, tem buscado atrair investidores para explorar o potencial do hidrogênio verde. Atualmente, os estados da região têm projetos em desenvolvimento que somam 72,8 GW, com capacidade de produção de 11 milhões de toneladas de hidrogênio verde por ano.
O estado do Piauí lidera com 21,4 GW e 23 memorandos de entendimento (MOUs), seguido pela Bahia (14,3 GW), Sergipe (14 GW), Maranhão (10 GW), Ceará (13,7 GW) e Rio Grande do Norte (5,2 GW).
O Nordeste já é responsável por mais de 85% da produção de energia renovável no Brasil, com destaque para o Rio Grande do Norte, que lidera na produção de energia solar e eólica.
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, presidente do Consórcio Nordeste, afirmou: “Estamos mostrando ao mundo que o Brasil, e especialmente o Nordeste, está preparado para liderar a produção de hidrogênio verde, atraindo investimentos e inovação para nossa região”.
O grupo busca uma parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hidrogênio Verde (ABIHV) para fortalecer a cadeia de valor do hidrogênio verde no país, posicionando o Nordeste como um importante hub global de energia limpa.
Por Diego Felix