Campanha Agosto Verde-Claro alerta para os sintomas do linfoma, um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil.

Os especialistas recomendam que as pessoas estejam atentas ao principal sinal inicial do linfoma: o surgimento de caroços indolores em diversas partes do corpo, como pescoço, virilha e axilas, que podem causar desconforto. A hematologista Renata Lyrio, da Oncologia D’Or, destaca a importância de observar se os nódulos estão associados a algum quadro infeccioso e ressalta a necessidade de procurar um oncologista caso haja crescimento espontâneo e progressivo dos mesmos, especialmente se acompanhado de febre e perda de peso.
Nos últimos anos, houve avanços significativos no tratamento do linfoma, incluindo a aprovação de novos medicamentos como o Epcoritamabe, um anticorpo biespecífico destinado a combater o linfoma difuso de grandes células B recidivado ou refratário. Esse tipo de linfoma não Hodgkin é um dos mais comuns e representa 30% dos casos. A terapia com anticorpos biespecíficos, que atuam estimulando as células T do sistema imunológico a combater as células cancerígenas, tem se mostrado promissora e deve ser ampliada para outros subtipos de linfoma no futuro.
É importante ressaltar que o linfoma abrange uma variedade de tumores que se originam nas células brancas do sangue e se desenvolvem nos gânglios linfáticos. O linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin são os principais tipos, com características e prognósticos distintos. Enquanto o primeiro afeta principalmente adolescentes e idosos, sendo associado a uma alta taxa de cura, o segundo compreende diversas neoplasias que podem surgir em diferentes faixas etárias.
O tratamento do linfoma pode envolver diversas abordagens, como quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, cirurgia, transplante de células-tronco e terapia celular. Diante desse quadro complexo, a conscientização da população sobre os sintomas e a importância do diagnóstico precoce são cruciais para enfrentar essa doença de modo eficaz e aumentar as chances de cura.