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Investigação revela condições precárias de animais em santuário: sarna, parasitas, lesões e até um animal morto em avançado estado de decomposição.







Reportagem sobre Maus-Tratos a Animais em Santuário

Animais também sofriam com sarna, parasitas e lesões, aponta investigação. A Politec-MT foi ao santuário, localizado na zona rural do município de Santo Antônio do Leverger, a 33 km de Cuiabá, e encontrou 8 cães e 18 gatos no local, no dia 9 de novembro de 2022. Os filhotes e adultos conviviam sem distinção, não havia triagem, registro individual e nem espaço de isolamento para os cães e gatos doentes, segundo a perícia. A triagem e isolamento em quarentena são medidas previstas pelo CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária), para evitar a contaminação de outros animais que já estavam no abrigo.

Um cão morto, em avançado estado de decomposição, estava no local. A informação consta em outro relatório técnico, feito pelo CRVM (Conselho Regional de Medicina Veterinária) no dia 26 de outubro de 2022. O documento foi assinado pela veterinária Cristiane da Silva Campos e afirma que foram encontrados 19 gatos e 9 cães no Santuário Mundo Animal.

Gato desnutrido e com dificuldade de locomoção, segundo o inquérito policial
Gato desnutrido e com dificuldade de locomoção, segundo o inquérito policial

Sargento Vidal falou, em depoimento à polícia, que suspeita que o animal teria sido lançado já morto ao santuário, durante ausência do caseiro. “Um laudo pericial foi realizado em menos de uma hora em um dia, sem contraprova ou recolhimento de qualquer tipo de material e análise que comprovasse a data e a hora do óbito”, declarou a defesa, em nota ao UOL.

Zelador disse à perícia, segundo o inquérito, que o cão estava morto havia 40 dias. Na continuidade das investigações, o promotor Joelson Campos Maciel também solicitou uma nova perícia para verificar a causa da morte do animal e para averiguar se os animais subnutridos e doentes foram vítimas de maus-tratos no santuário ou se já chegaram ao local nessas condições.

Em depoimento à polícia, o zelador mudou a versão e disse que “não tinha conhecimento” sobre o animal morto. O funcionário foi convocado para prestar novo depoimento, porém a data não foi definida.


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