
MADRI (Reuters) – O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, encontrou-se nesta quinta-feira com o líder da oposição venezuelana Edmundo González, em Madri, um dia depois que a câmara baixa do Parlamento espanhol votou pelo reconhecimento de González como o vencedor da eleição presidencial de julho.
González, de 75 anos, que é procurado pelas autoridades venezuelanas sob acusação de conspiração e outros crimes, refugiou-se na Espanha no domingo, enquanto Sánchez visitava a China.
“Dou calorosas boas-vindas em nosso país a Edmundo González, a quem recebemos mostrando-lhe o compromisso humanitário e a solidariedade da Espanha com os venezuelanos”, publicou Sánchez na plataforma de mídia social X.
Análise do encontro entre Sánchez e González
O encontro entre o primeiro-ministro espanhol e o líder da oposição venezuelana gerou polêmica e divide opiniões. Enquanto alguns veem esse reconhecimento como um ato de solidariedade humanitária, outros criticam a interferência nos assuntos internos da Venezuela.
A votação na câmara baixa do Parlamento espanhol também levantou questionamentos sobre a legitimidade do reconhecimento de González como o vencedor da eleição presidencial de julho, uma vez que o líder venezuelano ainda é procurado por crimes em seu país de origem.
A relação entre a Espanha e a Venezuela tem sido marcada por tensões políticas nos últimos anos, e o apoio dado por Sánchez a González pode intensificar ainda mais essas discordâncias.
Enquanto isso, a comunidade internacional observa com atenção os desdobramentos desse reconhecimento, aguardando possíveis repercussões diplomáticas e políticas na região.