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Lula decide discutir nomes para o Banco Central com Pacheco após votações econômicas prioritárias no Senado




Presidente Lula discute nomes para o Banco Central

Presidente Lula quer discutir nomes para o Banco Central

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está buscando discutir nomes para a presidência e diretorias do Banco Central com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), após a votação das pautas econômicas em tramitação na Casa. De acordo com auxiliares do petista, a expectativa é que essa escolha formal possa ocorrer durante o esforço concentrado do Senado em setembro, quando outras indicações do Planalto também serão votadas.

A prioridade do governo no momento é concluir as votações econômicas no Senado. Um dos projetos mais importantes a ser aprovado é o da desoneração da folha de empresas de 17 setores e municípios, vital para cumprir a meta de déficit zero deste ano.

O texto desse projeto deveria ter sido votado nesta semana, porém o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), solicitou adiamento para a próxima semana devido à falta de acordo sobre o aumento de tributação no JCP (Juros sobre Capital Próprio).

Após a conclusão dessas etapas, aliados de Lula esperam iniciar as negociações para os indicados do Banco Central, especialmente para o cargo de presidente da autoridade monetária. A expectativa é aprovar os nomes no próximo mês, durante o esforço concentrado do Senado.

Em meio às negociações, demandas paralelas estão surgindo. Um dos pleitos do presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (União-AP), tem sido a indicação de nomes para metade das vagas das agências reguladoras. Os auxiliares de Lula acreditam que Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária do BC, não enfrentará resistências no Senado, mas podem surgir pedidos de contrapartidas para aprovar os nomes.

Em entrevista recente, Lula destacou que não tem problemas pessoais com o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, mas questionou a taxa de juros estabelecida em 10,5% ao ano. Campos Neto, por sua vez, afirmou que não deixará o cargo antes do fim de seu mandato.

Com a possível indicação de Galípolo para a presidência do BC, abriria-se uma vaga na diretoria do banco, podendo ser preenchida por um nome do setor privado. As negociações seguem, com expectativa de que os desdobramentos ocorram nos próximos meses.


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