
Por Subrata Nag Choudhary e Jatindra Dash
KOLKATA/BHUBANESWAR, ÍNDIA (Reuters) – Hospitais e clínicas da Índia se recusaram a atender neste sábado seus pacientes — exceto em casos de emergência — depois que profissionais da área médica declararam uma paralisação de 24 horas em protesto contra o estupro e assassinato de uma colega neste mês, na cidade de Kolkata, no leste do país.
Mais de um milhão de médicos devem se juntar à greve, paralisando os serviços médicos na nação mais populosa do mundo. Hospitais afirmaram que profissionais de faculdades de medicina foram chamados para prestar serviço nos casos emergenciais.
Neste sábado, a saúde na Índia enfrenta uma crise sem precedentes. Os médicos de todo o país uniram-se em uma paralisação de 24 horas em resposta ao chocante estupro e assassinato de uma colega na cidade de Kolkata, no leste indiano.
Com mais de um milhão de médicos participando da greve, hospitais e clínicas se viram obrigados a limitar seus atendimentos apenas a casos de emergência. Pacientes com consultas agendadas e tratamentos marcados foram pegos de surpresa pela decisão dos profissionais de saúde, que buscam conscientizar a população e as autoridades sobre a violência contra médicos e outros profissionais de saúde em serviço.
A solidariedade entre os médicos tem sido evidente, com profissionais de diferentes especialidades unindo forças por uma causa comum. A mobilização em larga escala reflete a gravidade do incidente que motivou a greve e o desejo da classe médica de exigir justiça e segurança para aqueles que dedicam suas vidas ao cuidado dos outros.
Enquanto isso, a população enfrenta dificuldades de acesso aos serviços de saúde, com muitos pacientes tendo que recorrer a alternativas improvisadas e, em alguns casos, aguardar por atendimentos de urgência com equipes reduzidas. A sociedade indiana aguarda atentamente as próximas medidas das autoridades e a resolução desse conflito que coloca em evidência questões tão urgentes e sensíveis.