Casos de febre do Oropouche atingem 22 estados do Brasil em 2024, com dois óbitos confirmados pela doença.

O Amazonas lidera o ranking de infecções pela febre do Oropouche, com mais de 3 mil casos confirmados, seguido por Rondônia, Bahia, Espírito Santo e Acre. O Ministério da Saúde confirmou duas mortes pela doença na Bahia, sem registro na literatura científica mundial sobre óbitos por febre do Oropouche até então.
Além disso, o ministério investiga oito casos de transmissão vertical da doença, quando a infecção é passada da mãe para o bebê durante a gestação ou no parto. Esses casos estão sob investigação em Pernambuco, Bahia e Acre, com registros de bebês nascidos com anomalias congênitas e, infelizmente, ocorrência de óbitos.
Na última semana, o estado do Ceará relatou um óbito fetal que pode estar associado à infecção por febre do Oropouche. Com 60% das doenças infecciosas em humanos causadas por animais ou insetos, incluindo mosquitos, a secretária de Saúde ressaltou a importância de um plano de ação para prevenir novos casos da doença.
O Acre também notificou a morte de um recém-nascido com anomalias congênitas ligadas à transmissão vertical da febre do Oropouche. A mãe do bebê havia apresentado sintomas da doença durante a gravidez, com resultados positivos para o vírus em exames laboratoriais após o parto.
A febre do Oropouche é transmitida pelo Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Para prevenir a infecção, é recomendado manter os quintais limpos, evitar o acúmulo de folhas e lixo orgânico, usar roupas compridas e sapatos fechados em locais com muitos insetos. A situação continua a ser monitorada de perto pelas autoridades de saúde em todo o país.