DestaqueUOL

Guerra na Faixa de Gaza completa mais de 40 mil mortos em 10 meses; trégua parece distante nas negociações internacionais.




Faixa de Gaza: mais de 40 mil mortos em 10 meses de guerra

Faixa de Gaza: mais de 40 mil mortos em 10 meses de guerra

Mais de dez meses após o início da guerra na Faixa de Gaza, o número de mortos no território palestino ultrapassou a marca de 40 mil, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas. A persistência do conflito tem feito mediadores internacionais aumentarem a pressão pelo estabelecimento de uma trégua, embora a possibilidade de um acordo, ao menos por ora, pareça distante.

O relatório divulgado pelas autoridades palestinas aponta 40.005 mortes em 314 dias da guerra Israel-Hamas. Outras 92.401 pessoas teriam ficado feridas. E mais de 1,9 milhão tiveram de deixar suas casas, o que configura uma das maiores crises humanitárias da atualidade.

Frente às críticas, o governo de Israel tenta descredibilizar os números. O Ministério da Saúde de Gaza não faz distinção entre integrantes do Hamas e civis. Já Tel Aviv afirma que os dados são exagerados e que ao menos 17 mil terroristas foram eliminados.

A guerra de narrativa ocorre enquanto representantes de Israel e mediadores internacionais fazem uma nova rodada de negociações para um cessar-fogo em Gaza. Os diálogos ocorrem em Doha, após pressões de Egito, Estados Unidos e Qatar, e devem se estender pelo menos até esta sexta-feira.

Os esforços para uma trégua ocorrem em um momento de tensão no Oriente Médio. Recentemente, uma ofensiva em Teerã matou o chefe político do Hamas, Ismail Haniyeh, gerando promessas de retaliação do Irã contra Israel. Os Estados Unidos enviaram navios de guerra e aviões à região para evitar escaladas no conflito.

O diretor da CIA, Bill Burns, e o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Brett McGurk, representam Washington nas negociações, enquanto Tel Aviv mantém sua posição firme. A violência continua em Gaza, com ataques em diversas cidades e relatos de civis mortos.

O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, chamou o número de mortos em Gaza de um “marco sombrio para o mundo” e culpou as Forças de Defesa de Israel por falhas no cumprimento das regras de guerra.


Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo