
Cidadã russo-americana condenada por traição
Um tribunal de Sverdlovsk, nos Urais, condenou nesta quinta-feira uma cidadã russo-americana a 12 anos de prisão por “traição” por ter feito uma doação a uma organização que ajuda a Ucrânia.
“O tribunal considerou Ksenia Karelina culpada de alta traição e a condenou a 12 anos de prisão”, disse o tribunal, onde a mulher de 32 anos foi julgada a portas fechadas.
Segundo a imprensa russa, Karelina doou cerca de 50 dólares (273 reais) no início do conflito à ONG Razom, que fornece assistência material à Ucrânia.
Esta condenação gerou preocupação e debates sobre liberdade de expressão e direitos humanos na Rússia. Organizações internacionais de direitos humanos, como a Anistia Internacional, condenaram veementemente a sentença e enfatizaram a importância de proteger o direito dos cidadãos de manifestarem suas opiniões e fornecer ajuda humanitária.
A família de Ksenia Karelina está em choque com a sentença e planeja recorrer da decisão. Eles alegam que a doação foi um ato de solidariedade e caridade, sem intenção de prejudicar o governo russo.
Esse caso levanta questões sobre a liberdade de expressão na Rússia e a aplicação das leis de traição no país. O governo russo defende que qualquer ato que possa ser interpretado como colaboração com inimigos estrangeiros representa uma ameaça à segurança nacional e deve ser punido.