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Na fronteira entre a Ucrânia e a Rússia, a região de Kursk se tornou palco de intensos confrontos, com as forças ucranianas conquistando parte do território. Mesmo com as ameaças de Putin de expulsar as tropas adversárias, os combates continuam se estendendo por mais de uma semana sem uma resolução definitiva até o momento.
O cenário ainda é descrito como desafiador por Yuri Podolyaka, um influente blogueiro militar pró-russo nascido na Ucrânia, que ressalta que o inimigo mantém a iniciativa e vem ampliando sua presença em Kursk, mesmo que de forma gradual.
Na última quarta-feira, a Rússia anunciou a destruição de 117 drones ucranianos em seu território, destacando ataques nas regiões de Kursk, Voronezh, Belgorod e Nizhny Novgorod. Também foi divulgado o abate de mísseis e ações de bombardeiros Sukhoi Su-34 contra posições ucranianas em Kursk.
Apesar de relatos não confirmados apontarem que alguns drones atingiram bases aéreas russas, a Guarda Nacional da Rússia intensificou as medidas de segurança na usina nuclear de Kursk, localizada a apenas 35 km da zona de conflito.
Enquanto comandantes russos afirmam que a frente em Kursk foi estabilizada, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy declarou que suas forças continuam avançando na região e ordenou o planejamento dos próximos passos da operação.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, destacou que autoridades americanas estão em constante comunicação com a Ucrânia em relação à invasão russa, afirmando que a situação representa um verdadeiro dilema para Putin, que ordenou a entrada de milhares de soldados na Ucrânia em 2022.