
Boeing se prepara para lançar sua cápsula Starliner CST-100
No próximo sábado (1º), a Boeing está pronta para se tornar a segunda empresa do mundo a enviar astronautas à órbita em um veículo próprio, depois da SpaceX. A cápsula Starliner CST-100, desenvolvida pela empresa para atender a demanda de transporte espacial da Nasa, está programada para partir às 13h25 (hora de Brasília) da plataforma 41 da Estação da Força Espacial em Cabo Canaveral, Flórida, impulsionada pelo foguete Atlas 5. Acompanhe a transmissão ao vivo com o Mensageiro Sideral a partir das 13h.
A tripulação da nave conta com Barry Eugene Wilmore como comandante e Sunita Williams como piloto, ambos astronautas veteranos com dois voos espaciais. Williams se torna a primeira mulher a voar em uma missão inaugural de um novo veículo orbital.
Caso ocorra algum problema técnico ou meteorológico, há datas de reserva disponíveis, iniciando no domingo (2). A Starliner deverá se acoplar com a Estação Espacial Internacional no dia seguinte ao lançamento e retornar à Terra aproximadamente oito dias depois.
Desenvolvimento atribulado
O lançamento original estava programado para 5 de maio, porém foi adiado devido a um problema com uma válvula no estágio superior do Atlas 5. Após identificar também um vazamento de hélio no sistema de propulsão da cápsula, a Boeing encontrou uma “vulnerabilidade de design” que foi contornada com planos de contingência. Mesmo com esses problemas, a Nasa e a Boeing decidiram prosseguir com o lançamento, sem realizar correções no vazamento.
O histórico de desenvolvimento da Starliner tem sido repleto de desafios. Em 2014, a Nasa fechou contratos com a SpaceX e a Boeing para desenvolver veículos de transporte espacial tripulado. Embora a SpaceX tenha conseguido realizar com sucesso suas missões, a Boeing enfrentou diversos contratempos, incluindo um lançamento fracassado em 2019 devido a um problema com o relógio interno da nave.
Agora, com a expectativa da certificação da Starliner para voos regulares à ISS, a Boeing busca recuperar sua reputação e se consolidar como uma fornecedora confiável no setor espacial. O sucesso desta missão será crucial para o futuro da empresa e para a competição no mercado de voos espaciais tripulados.
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