Inteligência Artificial nas Eleições: Passado, Presente e Futuro em Debate no Caminhos da Reportagem da TV Brasil

Ao longo da história, o direito ao voto esteve restrito a uma parcela privilegiada da população, composta por homens brancos e ricos. A democratização do processo eleitoral foi gradual, permitindo que mulheres, indígenas e negros conquistassem o direito ao voto apenas no século passado. Mesmo assim, a representatividade feminina na política ainda é insuficiente, com números que evidenciam a desigualdade de gênero no cenário político brasileiro.
A ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e advogada Maria Cláudia Bucchianeri Pinheiro destaca a baixa presença de mulheres nas Câmaras de Vereadores de diversos municípios brasileiros, apontando a importância da participação feminina na vida política. Benedita da Silva, parlamentar com seis mandatos na Câmara dos Deputados, ressalta a relevância das eleições municipais como espaço para reivindicar melhorias e serviços essenciais nas comunidades.
Neste ano, um dos grandes desafios das eleições é o uso da inteligência artificial nas campanhas eleitorais. O jornalista Sérgio Lüdtke alerta para o impacto da desinformação amplificado pelo avanço tecnológico, enquanto a Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP) ressalta a importância de regular o uso da IA para garantir a lisura do pleito.
Diante desse panorama, a inserção da Inteligência Artificial nas eleições brasileiras se configura como um tema complexo e desafiador, que demanda atenção e debate por parte dos atores políticos e da sociedade em geral. A tecnologia abre novos horizontes, mas também traz consigo desafios e questões éticas que precisam ser consideradas no processo eleitoral do país.