Demolição de condomínio irregular no Complexo da Maré causa impactos em escolas e unidades de saúde na zona norte do Rio.

Segundo informações da Secretaria, aproximadamente 90% dos imóveis ainda estavam em fase de alvenaria e desocupados. Essas construções foram erguidas sem a devida autorização da prefeitura e não tinham responsável técnico pelas obras. Engenheiros do órgão municipal estimam que os responsáveis por essas construções irregulares tenham causado um prejuízo de cerca de R$ 30 milhões.
As investigações da Polícia Civil apontam que as construções irregulares no Parque União seriam utilizadas para lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas na região. Agentes da Secretaria de Ordem Pública estiveram no local no início de julho e notificaram todas as estruturas.
Dentre as construções demolidas, duas coberturas chamaram a atenção por seu alto valor. Uma delas, com acabamento em mármore e porcelanato, contava com área de lazer completa, incluindo churrasqueira e piscina. Já a outra, com quatro andares, jacuzzi, closet, piscina com cascata e churrasqueira, apresentava um luxuoso acabamento.
Além das questões relacionadas à regularidade das construções, a operação de demolição também impactou os serviços públicos na região. A Secretaria Municipal de Educação informou que 22 unidades escolares foram afetadas pelas ações. Por sua vez, a Secretaria Municipal de Saúde precisou acionar protocolos de segurança, suspendendo temporariamente o funcionamento de uma clínica da família na região. A Secretaria de Estado de Saúde garantiu que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Complexo da Maré continua operando normalmente para atender à população.