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Após a queda do avião operado pela Voepass em Vinhedo (SP), que resultou na trágica morte de 62 pessoas, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tomou uma decisão controversa, colocando sob sigilo documentos relacionados a uma auditoria realizada na companhia aérea (0005.021782/2021-08).
Segundo registros do órgão regulador, às 21h24 da sexta-feira (9), oito horas após o acidente e fora do horário de expediente, o acesso aos documentos da auditoria, que era anteriormente público, foi alterado para “restrito”. Com essa medida, agora não é mais possível que qualquer pessoa tenha acesso aos referidos documentos.
A decisão da Anac gerou polêmica e levantou questionamentos sobre a transparência e a prestação de contas no setor da aviação civil. Muitos especialistas e familiares das vítimas clamam por uma investigação minuciosa do acidente e acreditam que a divulgação dos documentos da auditoria pode ser essencial para esclarecer as circunstâncias que levaram à queda da aeronave.
A Voepass, por sua vez, emitiu um comunicado afirmando que está colaborando com as autoridades competentes e se comprometeu a prestar todo o auxílio necessário para esclarecer o ocorrido. A empresa lamentou profundamente o acidente e se solidarizou com as famílias das vítimas.
Diante desse cenário, a sociedade aguarda por mais informações e transparência por parte da Anac, a fim de garantir que a investigação seja conduzida de forma justa e imparcial, visando evitar que tragédias como essa se repitam no futuro.