Ministério Público derruba perfis falsos em redes sociais para aplicar golpes em familiares de vítimas do voo da Voepass

Segundo informações divulgadas pelo MPSP, os criminosos utilizavam fotos das vítimas e se passavam por parentes para extorquir dinheiro de pessoas de boa fé. A ação para desarticular esses perfis contou com a colaboração do CyberGaeco, uma divisão do Ministério Público dedicada à investigação de crimes virtuais.
O acidente em questão ocorreu por volta das 13h30, quando uma aeronave turboélice da Voepass caiu em Vinhedo, cidade próxima a Campinas. O voo havia partido de Cascavel (PR) com destino ao Aeroporto de Guarulhos (SP), resultando em uma tragédia que abalou toda a região.
Para auxiliar na identificação das vítimas, o Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo já concluiu os exames necroscópicos, determinando as causas das mortes. Até o momento, 27 corpos foram identificados e 12 já foram liberados para as famílias, sendo que 23 foram identificados por impressões digitais e 4 por análise da arcada dentária.
A investigação sobre as circunstâncias do acidente do voo 2283 está em andamento, com três promotores de justiça de Vinhedo designados para acompanhar o inquérito policial aberto pela Polícia Civil. O Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo afirmou que o MPSP irá colaborar com as autoridades federais nas investigações, garantindo que todas as pessoas e empresas envolvidas no acidente sejam responsabilizadas.
Em um encontro com familiares das vítimas do acidente, o Procurador ressaltou a importância de uma investigação minuciosa para determinar as causas da tragédia e evitar que casos como esse se repitam no futuro. O MPSP está empenhado em colaborar com as autoridades competentes para garantir justiça às vítimas e suas famílias, seguindo os trâmites legais necessários para esclarecer os fatos.