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Ex-primeira-dama da Argentina acusa ex-presidente de pressioná-la a fazer aborto em denúncia de violência doméstica no consulado espanhol




Escândalo de violência doméstica envolvendo ex-presidente argentino

Escândalo de violência doméstica envolvendo ex-presidente argentino

A ex-primeira-dama da Argentina, Fabiola Yañez, realizou uma denúncia de violência doméstica contra o ex-presidente Alberto Fernández, alegando ter sido pressionada por ele a realizar um aborto em 2016. A denúncia foi formalizada por Yañez no consulado argentino em Madri, onde ela reside atualmente. O documento de 20 páginas acusa Fernández de lesões graves, abuso de autoridade e outros crimes.

Segundo informações do portal de notícias Infobae, o aborto teria ocorrido em 2016, quando a relação entre Yañez e Fernández ainda era recente. Na época, o ex-presidente teria alegado que uma gravidez naquele momento não seria adequada, declarando: “não posso contar a ninguém que vou ter um filho com você em tão pouco tempo”, conforme relatado por Yañez.

A ex-primeira-dama está programada para prestar mais detalhes sobre o caso em seu primeiro depoimento remoto à Justiça argentina, agendado para esta terça-feira (13). Yañez e Fernández tiveram um filho juntos em 2022, quando o político ainda ocupava o cargo de presidente.

O escândalo ganhou proporções na Argentina após o portal Infobae divulgar fotos de Yañez machucada, com hematomas nos olhos e braços, enviadas pela própria ex-primeira-dama a Fernández via WhatsApp. Mensagens reveladas também mostram Yañez relatando agressões físicas por parte do ex-presidente, afirmando: “Isso já não funciona se a todo momento você me bate.”

Funcionários que trabalhavam na residência presidencial corroboraram as denúncias de Yañez, afirmando que testemunharam Fernández puxando os cabelos da então primeira-dama. O ex-presidente teve seu celular apreendido em Buenos Aires e emitiu uma nota negando as acusações, prometendo apresentar evidências à Justiça para esclarecer os fatos.

Este caso torna Fernández o primeiro presidente argentino da história a ser formalmente acusado de violência de gênero.


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