
A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu as investigações sobre a abordagem de jovens negros, filhos de diplomatas, em Ipanema, zona sul do Rio, e determinou que não houve crime de injúria racial por parte dos policiais militares envolvidos.
De acordo com os investigadores da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), “do que se depreende das imagens obtidas e dos depoimentos prestados não houve dolo do crime de injúria racial”.
O relatório, assinado pela delegada Danielle Bulus Araujo, argumenta que os depoimentos dos quatro adolescentes confirmaram que não houve palavras ofensivas, xingamentos ou qualquer fala com conotação racial ou discriminatória por parte dos policiais.
Desde janeiro de 2023, a prática de injúria racial é tratada como uma forma de racismo, de acordo com a lei.
No entanto, a Polícia Civil concluiu que, “na abordagem, não houve tratamento diferenciado para ninguém. O grupo abordado era composto por jovens pretos e brancos”.
Relembre o caso
A investigação começou após a abordagem de policiais militares a um grupo de jovens, incluindo filhos de diplomatas, na rua Prudente de Moraes, em Ipanema.
Entre os adolescentes estava um garoto de 14 anos, filho de uma assistente do embaixador do Canadá no Brasil, além de dois brasileiros brancos e dois filhos de embaixadores do Gabão e de Burkina Faso, ambos negros.
veja:
De acordo com Raiana Rondhon, mãe de um dos jovens, os adolescentes estavam retornando para casa por volta das 19h, quando foram parados pelos policiais sem qualquer questionamento prévio.
A Polícia Civil explicou que os policiais estavam procurando por suspeitos que, minutos antes, tinham roubado dois turistas com uma faca.
Segundo a Deat, as imagens obtidas pela investigação e os depoimentos dos policiais indicaram que não houve irregularidades na ação dos agentes.
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No desenrolar das investigações sobre a abordagem de jovens negros, filhos de diplomatas, em Ipanema, zona sul do Rio, a Polícia Civil do Rio de Janeiro chegou a uma conclusão. De acordo com os investigadores da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), não houve crime de injúria racial por parte dos policiais militares envolvidos. O relatório, assinado pela delegada Danielle Bulus Araujo, sustenta que os depoimentos dos quatro adolescentes confirmaram a inexistência de palavras ofensivas, xingamentos ou qualquer fala com conotação racial ou discriminatória por parte dos policiais.
A prática de injúria racial é tratada como forma de racismo desde janeiro de 2023, conforme previsto em lei. Entretanto, a Polícia Civil esclareceu que a abordagem não apresentou tratamento diferenciado, já que o grupo era formado por jovens pretos e brancos.
O caso ganhou notoriedade após a abordagem dos policiais a um grupo de jovens, incluindo filhos de diplomatas, na rua Prudente de Moraes, em Ipanema. Entre os adolescentes presentes, estava um garoto de 14 anos, filho de uma assistente do embaixador do Canadá no Brasil, juntamente com dois brasileiros brancos e dois filhos de embaixadores do Gabão e de Burkina Faso, ambos negros.
A mãe de um dos jovens, Raiana Rondhon, relatou que os adolescentes estavam retornando para casa por volta das 19h quando foram abordados pelos policiais sem questionamento prévio. A Polícia Civil destacou que os policiais estavam em busca de suspeitos que momentos antes haviam roubado dois turistas com uma faca.
Diante das evidências obtidas, a investigação da Deat constatou que não houve irregularidades na ação dos policiais durante a abordagem. Agora, o caso segue encerrado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.