
Ação do Ministério Público atribui nepotismo ao prefeito de Imperatriz
No interior do Maranhão, o Ministério Público do Maranhão ingressou com uma ação civil pública atribuindo improbidade administrativa por nepotismo ao prefeito de Imperatriz, Francisco de Assis Ramos (União), ao secretário municipal de Governo e Projetos Estratégicos (Segov), Eduardo Albuquerque, e à ex-diretora executiva da Pasta, Lucimar Santos – que é mãe do ex-secretário municipal adjunto de Esporte, Juventude e Lazer, Weudson Santos. A Promotoria requer a indisponibilidade de bens do prefeito.
O Estadão entrou em contato com a prefeitura de Imperatriz, solicitando manifestação sobre o caso. O espaço está aberto a todos os citados na ação do MP.
A ação, protocolada recentemente, é baseada em denúncia sobre nepotismo à Ouvidoria do Ministério Público do Maranhão, e estima prejuízos de R$ 173.513,17 aos cofres da administração de Imperatriz.
A promotora responsável pela ação destaca que nepotismo se configura na nomeação de parentes em cargos de confiança na administração pública direta e indireta, e aponta que o prefeito Assis Ramos e seus secretários insistem na prática.
Lucimar Santos ocupou o cargo de diretora executiva da Secretaria de Governo em dois períodos, recebendo quase R$ 5 mil mensais. No entanto, registros indicam que ela não constava na lista de servidores cedidos para outros órgãos públicos, levantando questionamentos sobre sua atuação.
Diante disso, a Promotoria do Maranhão pede a condenação do prefeito e seus auxiliares à perda dos bens adquiridos ilicitamente, suspensão dos direitos políticos por até 12 anos, multa e outras sanções.
A reportagem do Estadão aguarda manifestação do prefeito Assis Ramos e demais envolvidos no caso. O espaço está aberto para esclarecimentos.