Caso inédito de transmissão vertical de febre do Oropouche resulta em morte de bebê no Acre, Ministério da Saúde investiga.

O Ministério da Saúde informou que exames realizados no Instituto Evandro Chagas, em Belém, detectaram material genético do vírus em diferentes tecidos do bebê, que nasceu com microcefalia, malformações articulares e outras anomalias congênitas. A pasta destacou que ainda é necessário realizar uma investigação mais aprofundada sobre a relação entre a contaminação vertical pelo vírus e as anomalias.
Devido aos recentes registros de casos de transmissão vertical de Oropouche, o Ministério da Saúde planeja realizar um seminário científico nacional para discutir o tema. Além disso, está sendo preparada uma nota técnica sobre a doença, que será enviada aos estados e municípios com orientações para vigilância e assistência em saúde, incluindo medidas de prevenção como o uso de repelentes e roupas compridas.
A febre do Oropouche é transmitida pelo mosquito Culicoides paraensis, também conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. A recomendação é manter os quintais limpos, evitando o acúmulo de folhas e lixo orgânico, além de utilizar roupas compridas e sapatos fechados em locais com presença de insetos.
Até o momento, foram registrados 7.497 casos de febre do Oropouche em 23 estados brasileiros ao longo de 2024, com a maioria dos casos concentrados no Amazonas e em Rondônia. Infelizmente, duas mortes foram confirmadas na Bahia e um óbito em Santa Catarina ainda está sob investigação. A população deve manter-se atenta aos sintomas da doença e buscar assistência médica caso apresente sinais compatíveis com a febre do Oropouche.