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TCU decide se Lula deve entregar relógio de ouro à União em julgamento marcado por divergências entre ministros




TCU deve decidir se Lula precisa devolver presente recebido em 2005

TCU deve decidir se Lula precisa devolver presente recebido em 2005

No próximo dia 7, o Tribunal de Contas da União (TCU) irá retomar o julgamento que determinará se o presidente Lula (PT) precisa ou não devolver à União um relógio de ouro recebido como presente em 2005, durante seu primeiro mandato. A análise do tema promete ser marcada por divergências entre os integrantes da corte, com pelo menos um ministro defendendo que Lula possa permanecer com o presente e outro prevendo a devolução do item, um relógio Cartier Santos Dumont avaliado em R$ 60 mil.

O debate ganha destaque pela possibilidade de interferir em outro processo, envolvendo o presidente Jair Bolsonaro (PL). Em julho, Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal por recebimento de presentes de autoridades estrangeiras não registrados pela Receita Federal e posterior venda dos itens. Diante disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidirá se o denuncia e, posteriormente, caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) decidir se o torna réu.

O processo em questão foi apresentado pelo deputado federal bolsonarista Sanderson (PL-RS) ao TCU em agosto de 2023, solicitando a avaliação do presente recebido por Lula durante uma viagem a Paris em 2005. O relógio foi dado em comemoração ao Ano do Brasil na França, segundo a fabricante, e a ação foi motivada pela omissão de Bolsonaro quanto ao recebimento de joias de luxo da Arábia Saudita.

O relator do caso, ministro Antônio Anastasia, defenderá que Lula permaneça com o item, considerando que a resolução do TCU sobre presentes é posterior ao recebimento do relógio. Já o ministro Walton Rodrigues deve argumentar a favor da entrega do relógio ao patrimônio público, estabelecendo um marco para futuros casos semelhantes. Há ainda a expectativa de surgimento de uma terceira corrente durante o julgamento, que poderia isentar Lula e Bolsonaro de devolver itens pessoais.

O TCU, com oito ministros aptos a votar, é alvo de críticas seja qual for a decisão tomada nesta quarta-feira. A corte busca estabelecer critérios claros em relação aos presentes recebidos por autoridades, visando garantir a transparência e legalidade nas ações dos governantes.


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