Inflação desacelera para famílias de renda baixa e muito baixa, mas volta a subir entre demais classes em julho, aponta Ipea

De acordo com o estudo, as famílias de renda alta tiveram uma taxa de inflação de 0,80% em julho, um aumento considerável em relação aos 0,04% registrados no mês anterior. Já as famílias de renda muito baixa e baixa tiveram taxas de 0,09% e 0,18%, respectivamente, mostrando uma redução em relação aos 0,29% de junho.
O grupo de alimentos e bebidas foi apontado como o principal responsável pela descompressão inflacionária em todas as faixas de renda, devido à queda de preços em diversos segmentos. No entanto, itens como energia elétrica e gás de botijão tiveram reajustes significativos, impactando diretamente a inflação, principalmente entre as famílias de menor poder aquisitivo.
Já as famílias de renda alta foram as mais impactadas por reajustes nos combustíveis, seguro veicular e passagens aéreas, contribuindo para uma pressão inflacionária mais intensa nesse grupo. Serviços pessoais e de lazer também tiveram aumento de preços, afetando as famílias de maior renda.
Em relação à inflação acumulada em 12 meses, todas as classes de renda registraram aceleração em sua curva de crescimento, com as famílias de renda baixa apresentando a menor taxa de inflação (4,1%) e as de renda alta a mais elevada (5,1%).
Apesar de alguns alívios pontuais, a tendência geral é de aumento da inflação para todas as classes de renda, o que pode impactar o poder de compra das famílias nos próximos meses. É importante que os consumidores estejam atentos aos seus gastos e busquem alternativas para lidar com a alta de preços.