
Economia venezuelana em crise: especialistas apontam ligação direta com instabilidade política
De acordo com o renomado economista e professor universitário, Rodrigo Cabezas, a situação política conturbada na Venezuela terá impactos significativos na economia do país. Segundo ele, a recusa dos reitores do Conselho Nacional Eleitoral em mostrar as atas das eleições presidenciais de 28 de julho, criando assim uma sombra de fraude sobre o processo eleitoral, está aprofundando a crise de legitimidade do governo de Nicolás Maduro. Esse cenário de incerteza política está afetando diretamente as perspectivas macroeconômicas, como a produção e exportação de petróleo, a inflação, o câmbio e o crescimento do Produto Interno Bruto. Cabezas prevê que os principais indicadores econômicos e sociais tendem a registrar resultados negativos nos próximos meses.
O economista José Guerra, mesmo exilado, segue de perto a situação econômica da Venezuela e ressalta a interconexão entre a saúde financeira do país e o panorama político. Para Guerra, as expectativas de inflação estão em alta, os preços dispararam e a atividade econômica está em declínio, devido à incerteza política. Nesse clima de instabilidade, o investimento diminui e o consumo retrai, resultando em uma crescente demanda por dólares e na desvalorização do bolívar em relação ao dólar.
Manifestações polarizadas nas ruas
Enquanto o chavismo convoca seus apoiadores para celebrar a vitória de Nicolás Maduro nas ruas, a oposição mobiliza seus seguidores com o lema “ata mata sentença”, em protesto contra a recusa do Conselho Nacional Eleitoral em divulgar os resultados eleitorais. A oposição alega que a sentença do Tribunal Supremo de Justiça, que validou a eleição de Maduro, é uma fraude rejeitada não só pela Venezuela, mas pelo mundo.