Economias mais inovadoras do Brasil: São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul lideram ranking do IBID.

O IBID é calculado em uma escala de 0 a 1 e leva em consideração diferentes aspectos para identificar os líderes nacionais e regionais em inovação. O índice é composto por 74 indicadores divididos em sete pilares, como instituições, capital humano, infraestrutura, economia, negócios, conhecimento e tecnologia, e economia criativa. Esses pilares se desdobram em 21 dimensões, abrangendo temas como crédito, investimentos, educação, ambiente regulatório, sustentabilidade e criação de conhecimento.
São Paulo lidera o ranking nacional com um IBID de 0,891, seguido por Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A média nacional é de 0,291. O IBID foi desenvolvido com base na metodologia do Índice Global de Inovação (IGI) da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), sendo o sexto índice nacional criado a partir dessa metodologia.
O estudo evidencia as desigualdades regionais do Brasil, com a região Sudeste e Sul concentrando a inovação no país, enquanto Norte e Nordeste ocupam as últimas posições do ranking. No entanto, estados do Nordeste têm apresentado desempenhos em inovação acima do esperado considerando seu nível de renda. Isso destaca a importância da inovação para o progresso econômico e competitividade das economias, independentemente do seu nível de renda, conforme ressaltado pelo INPI.
Para o economista-chefe do INPI, Rodrigo Ventura, os resultados do IBID podem trazer insights valiosos sobre práticas inovadoras que podem ser replicadas em nível nacional. Ele destaca a importância do índice em fornecer informações sobre os desafios e potencialidades de cada estado, permitindo identificar soluções e caminhos a serem seguidos para promover a inovação em todo o país.