
No período dos anos 1960, as religiões de matriz africana enfrentavam uma série de obstáculos e preconceitos que limitavam sua prática e liberdade religiosa. Um dos principais impedimentos era a necessidade de autorização da polícia para realizar suas cerimônias e cultos, algo que não era exigido para outras religiões.
Essa imposição refletia a discriminação e o racismo presentes na sociedade da época, que viam essas práticas religiosas como algo negativo e perigoso. As autoridades policiais, muitas vezes, utilizavam a desculpa da segurança pública para controlar e restringir as atividades dos adeptos dessas religiões.
Os terreiros de candomblé, por exemplo, eram constantemente vigiados e sofriam pressões para se adequarem às normas e valores da sociedade dominante. A falta de autonomia e liberdade para a prática de suas crenças causava um grande desconforto e revolta entre os fiéis, que viam sua religião ser tratada de forma desrespeitosa e marginalizada.
Essa situação de discriminação e preconceito enfrentada pelas religiões de matriz africana nos anos 1960 evidencia a necessidade de lutar pela garantia dos direitos religiosos e pela igualdade de tratamento perante a lei. A luta por liberdade religiosa e respeito às diversidades culturais e espirituais é um desafio contínuo que ainda persiste nos dias atuais.
É fundamental reconhecer e valorizar a importância das religiões de matriz africana na construção da identidade e da história do povo brasileiro, e combater atitudes discriminatórias que buscam silenciar e marginalizar essas práticas religiosas tão ricas e significativas para tantas pessoas.