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“O Senhor dos Anéis”: A influência da morte e da guerra na obra-prima de Tolkien, um reflexo da vida e da trajetória do autor.




A vida e obra de JRR Tolkien

A vida e obra de JRR Tolkien

No documentário da BBC de 1968, o renomado autor JRR Tolkien afirmou que as histórias humanas são sempre sobre uma coisa: a morte. Essas palavras ecoam em sua obra-prima de fantasia, “O Senhor dos Anéis”, que completa 70 anos de publicação esta semana.

O romance de Tolkien conquistou leitores desde 1954, transportando-os para um mundo detalhado habitado por elfos, hobbits e magos, ameaçados pela presença malévola de Sauron. Para Tolkien, a morte era um tema central que ele explorou profundamente em sua história épica.

Nascido em 1892 na África do Sul, Tolkien viu a sombra da morte pairar sobre sua família desde cedo, quando seu pai faleceu inesperadamente. Mais tarde, a morte de sua mãe o deixou órfão, moldando suas visões de mundo e influenciando suas narrativas.

‘Lama, caos e morte’

A experiência de Tolkien como soldado na Primeira Guerra Mundial deixou marcas indeléveis em sua obra. A brutalidade dos campos de batalha, com lama, caos e morte, refletiu-se nas descrições sombrias de Mordor e na destruição da Terra-média pelo mal.

Mesmo assim, Tolkien sempre negou que “O Senhor dos Anéis” fosse uma alegoria direta da guerra. Para ele, o livro era muito mais do que uma simples narrativa de aventura; era uma reflexão sobre temas universais como amizade, poder e trauma.

Apesar de ter sido criticado por alguns como uma mera história de fantasia, “O Senhor dos Anéis” ressoa em diferentes níveis, explorando as consequências da guerra e como ela transforma aqueles que a vivenciam.

Assim, a obra de Tolkien perdura como um testemunho dos desafios da vida, da inevitabilidade da morte e da capacidade do espírito humano de resistir frente à adversidade.


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