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“Vamos pra guerra”, disse Fátima
Ré aparece em vídeo dizendo: “Vamos para a guerra, vou pegar o Xandão agora!”. A gravação foi feita por outro manifestante durante os atos golpistas que destruíram sedes dos três Poderes, em Brasília. “Quebrando tudo e cagando nessa bosta aqui”, disse Fátima.
Fátima de Tubarão disse que estava no “pelotão de frente” dos ataques de 8 de Janeiro. Sob o codinome “Ovelha”, ela enviou áudio pelo WhatsApp a um interlocutor identificado como Cezar Meneguel. A gravação foi obtida por meio da quebra de sigilo telefônico dela.
Em outra mensagem, ela afirmou que “cagou” no “vaso do Xandão”. “Só o que fiz foi caga (sic) no vaso do Xandão, não nego”, escreveu Fátima no dia 16 de janeiro de 2023 a uma pessoa identificada como Karla.
Prisão semanas depois do vandalismo. Ela foi detida em 27 de janeiro de 2023, na 3ª fase da Operação Lesa Pátria, da PF (Polícia Federal). Nascida em Tubarão, no sul de Santa Catarina, Maria de Fátima foi enviada para a Penitenciária Sul de Criciúma (SC) após denúncia protocolada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
Defesa de Fátima de Tubarão teve cinco pedidos de liberdade negados. Os advogados apresentaram recursos para retirá-la da cadeia sob alegação de problemas de saúde. A decisão de prisão preventiva dela, porém, foi mantida cinco vezes por Moraes — em 3 de abril, 10 de outubro e 15 de dezembro de 2023 e em 3 de abril e 2 de julho de 2024.