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A primeira pergunta
Durante um evento recente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se mostrou insatisfeito com a primeira pergunta feita por uma jornalista, alegando que ela foi rude e nem mesmo o cumprimentou corretamente. O questionamento foi feito por Rachel Scott, da ABC News, e abordou uma série de polêmicas envolvendo Trump.
Eis a pergunta de Rachel Scott:
“Muitas pessoas não acharam apropriado que você estivesse aqui hoje. Você fez falsas alegações sobre alguns de seus rivais, de Nikki Haley ao ex-presidente Barack Obama, dizendo que eles não nasceram nos Estados Unidos; isso não é verdade. Você disse a quatro congressistas de cor que são cidadãs americanas para voltarem para onde vieram.
Você usou palavras como “animal” e “coelho” para descrever promotores públicos negros.
Você atacou jornalistas negros, chamando-os de perdedores, dizendo que as perguntas que eles fazem são estúpidas e racistas. Você jantou com um supremacista branco em seu resort em Mar-a-Lago. Então, minha pergunta, senhor, agora que você está pedindo que apoiadores negros votem em você: por que os eleitores negros deveriam confiar em você depois que você usou uma linguagem como essa?”
Essa postura de Trump levanta questionamentos sobre sua conduta em relação a questões de racismo e sexismo. Alguns analistas sugerem que esta atitude pode estar ligada a uma estratégia demográfica. Recentemente, o mapa eleitoral dos Estados Unidos sofreu alterações com a entrada da candidata Kamala Harris na corrida presidencial.
Antes, Biden estava com desvantagem nos estados do cinturão do sol, onde há uma presença significativa de eleitores negros e hispânicos, enquanto parecia mais competitivo nos estados do cinturão da ferrugem, com foco nos trabalhadores brancos. Por sua vez, Trump parecia concentrado em conquistar votos de eleitores homens negros e hispânicos, mexendo nas dinâmicas desses cinturões eleitorais.