Venezuela cria comissão especial com apoio russo e chinês para investigar ataque hacker em sistema eleitoral, acusando Elon Musk de envolvimento
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De acordo com o presidente venezuelano, o bilionário Elon Musk, proprietário da plataforma X (antigo Twitter) e de diversas indústrias, estaria por trás do ataque cibernético. Maduro afirmou em coletiva de imprensa: “Foi proposta e decidida a criação de uma comissão especial para avaliar, com assessoria russa e chinesa, o sistema de segurança do país, que está sofrendo ataques, especialmente o ataque que causou danos ao sistema de comunicação da CNE. O Poder Eleitoral informará o país, mas já foi solicitada a assessoria porque tenho certeza de que os ataques foram coordenados pelo poder de Elon Musk”.
Nos últimos dias, Elon Musk tem usado as redes sociais para criticar Maduro e as eleições venezuelanas, alegando supostas fraudes no processo. Em abril, Musk também criticou a justiça brasileira por decisões relacionadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram os prédios dos Poderes em Brasília.
Enquanto isso, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) tem sido pressionado para divulgar as atas eleitorais que permitiriam a auditoria dos resultados anunciados. A recusa em tornar as atas públicas levou parte da oposição a acusar fraude e convocar protestos. Os confrontos resultaram em mortes, feridos e prisões, com o governo Maduro acusando uma tentativa de golpe de Estado e opositores pedindo intervenção militar.
Maduro atribui o tumulto a uma conspiração internacional liderada pelos Estados Unidos, tráfico de drogas colombiano, Elon Musk e a extrema direita fascista global, alegando que estão tentando desestabilizar a sociedade venezuelana. A situação política no país continua tensionada, com apelos por diálogo e uma resolução pacífica dos conflitos.